Vidros abertos para a H1N1

Com as temperaturas mais baixas, em comparação com o calor do verão, a gripe é uma preocupação constante, ainda mais com os 2.375 casos de influenza A (H1N1) registrados pelo Ministério da Saúde, até a data de 9 de maio. A campanha de vacinação, iniciada em 30 de abril e finalizada no último dia 20, já imunizou 81,5% do público-alvo, composto por crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes, idosos, profissionais da saúde, povos indígenas e pessoas portadoras de doenças crônicas e outras doenças que comprometam a imunidade. Os estados que não atingiram o percentual de imunização ou que ainda possuam doses em estoque estão autorizados a seguir com a aplicação da vacina na população prioritária.
De acordo com informações do Ministério da Saúde, a influenza A (H1N1) foi responsável por 470 óbitos no país. No Rio de Janeiro, 70 casos foram diagnosticados e 23 mortes foram registradas. Em Três Rios, um homem morreu no último dia, 9, vítima da doença.

A Influenza

O médico infectologista Antonino Adriano Neto, explica que o vírus causador da gripe suína é o mesmo da gripe sazonal (comum), porém pertencente a outro grupo: o H1N1. “Os sintomas dessa gripe não têm diferença nenhuma da gripe sazonal, o que muda é a gravidade que essa gripe pode ter”.

Os principais sintomas são: febre, dor de cabeça, dor de garganta, coriza, dor no corpo, dor nas articulações, dor nos olhos, falta de ar e cansaço excessivo.

Antonino esclarece que os ambientes mais propícios para o contágio são os locais fechados, como ônibus, escolas sem ventilação ou cinemas, pois caso alguém esteja gripado e espirre é mais fácil contrair a gripe. O médico dá algumas dicas de como se prevenir. “A melhor forma de prevenção é evitar contato com pessoas que estejam gripadas. Sempre que encostar a mão em maçanetas, quando estiver no ônibus ou cumprimentar uma pessoa, é importante evitar levar a mão a boca ou aos olhos. O ideal é lavar a mão com água e sabão ou quando a mão não estiver suja, usar o álcool em gel 70%”, indica.

Outras ações importantes são: descartar lenços usados para cobrir a boca e o nariz – ao tossir ou espirrar, evitar aglomerações e não compartilhar copos, talheres ou objetos de uso pessoal.

Ações

A Transa Transporte se sensibiliza com a situação e compreende a importância da prevenção para impedir a disseminação da infecção entre a população. A empresa já iniciou uma campanha interna, reforçando junto aos seus colaboradores a importância dos cuidados básicos de higiene, como lavar as mãos com água e sabão e o uso do álcool em gel.

Para os próximos dias, está prevista uma campanha voltada aos passageiros. A intenção é conscientizá-los a abrirem as janelas dos ônibus para que o ambiente fechado não seja propício à transmissão do vírus.

“A Transa como empresa responsável socialmente se preocupa e faz um apelo a todos os passageiros que, na medida do possível, mantenham os vidros dos ônibus abertos durante o percurso para que o ambiente se torne mais saudável a todos”, explica Virgínia Cassini, diretora/ psicóloga da Transa Transporte.

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