Violência contra a criança e adolescente é discutida em palestra

A violência, infelizmente, ainda é uma realidade para milhões de crianças mundo a fora. No Brasil, de acordo com dados da Secretaria dos Direitos Humanos (SDH), somente em 2014, o Disque 100 registrou mais de 150 mil denúncias de maus-tratos a crianças e adolescentes no país. Ainda segundo a pesquisa, a violência psicológica (45%) e a negligência (37%) foram as mais comuns. Engrossando o coro contrário a violência e aos maus-tratos a menores, a Transa Transporte Coletivo abriu espaço para que o tema fosse apresentado em suas variadas formas aos seus colaboradores e familiares através de uma palestra, conduzida pela psicóloga do Tribunal de Justiçado Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), Andréa de Almeida Silva.

“A gente vem procurando trazer o tema sobre a violência doméstica, falar sobre o assunto, a importância de nós garantirmos o bom atendimento a criança e ao adolescente, evitando esses castigos que as crianças sofrem, principalmente no lar, para que os pais e as pessoas entendam que existem outras formas de educar, que não há essa necessidade de punir severamente os filhos, até porque isso traz consequências para o futuro dessas crianças”, explica Andréa.

A psicóloga reforça que a violência sofrida por crianças e adolescentes, dentro do seio familiar é cíclica, sendo este um comportamento que se repete dos pais para os filhos e que pode refletir negativamente no comportamento social desses menores. “ A criança que é vítima de agressão em casa, geralmente, projeta isso em outras esferas: dentro da escola e até no ônibus mesmo. Essas crianças, muitas vezes, se tornam adultos agressivos e vão repetindo esse comportamento na criação dos seus próprios filhos aquelas violências que foram submetidas”.

A também psicóloga do TJ-RJ, Márcia Rodrigues, ressalta que nos casos de violência dentro da família, é de grande importância auxiliar esse grupamento familiar a se reestruturar e não apenas cuidar da criança, que é a vítima. “Não adianta só você tratar, encaminhar a criança para um atendimento psicológico sem intervir nessa família, que é no núcleo onde ela estava sendo maltratada ou abusada. Você tem que trabalhar a família também, para que ela perceba que ela estava envolvida nessa violência e possa superar isso”, complementa.

Também estiveram presentes representantes do Programa Educacional de Resistência as Drogas (Proerd), que falaram sobre a atuação do programa nas escolas, relatando até mesmos alguns casos de mau comportamento relacionados a castigos físicos, aplicados pelos pais ou responsáveis.

Iniciativas

A Transa Transporte se solidariza com o tema e já desenvolve há alguns anos campanhas de incentivo ao fim da violência aos menores. Neste ano, foram produzidas peças para o site, rede social e cartazes para serem fixados na garagem, reforçando o posicionamento contrário da empresa a essa situação e estimulando que a comunidade se engaje nesta causa.

A empresa mantém uma parceria com a Ong Terra dos Homens, que desenvolve diversos projetos de assistência a crianças que tiveram seus direitos violados.

“ A Transa se mobiliza para alertar a população acerca dos abusos sofridos por crianças e adolescentes, pois acredita que ninguém pode permanecer calado e de braços cruzados diante dessa questão”, explica Virgínia Cassini, diretora/psicóloga da Transa Transporte.

Vale ressaltar que o fim da cultura da violência às crianças e adolescentes deve ser um compromisso assumido por toda sociedade. O artigo 227 da Constituição Federal estipula que é dever da família, do Estado e da sociedade zelar pelos direitos e pelo bem-estar das crianças, adolescentes e jovens.
Uma outra forma de contribuir positivamente na redução nos casos de violência é denunciando. Basta utilizar o serviço Disque 100, da Secretaria dos Direitos Humanos. O serviço é gratuito e funciona 24 horas. Faça sua parte, denuncie!

 

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