PT5: A Evolução da Manutenção

Internamente a Transa Transporte sempre esteve atenta as mudanças pelas quais a sociedade passa, como desenvolvimento de novas tecnologias, aumento populacional, etc. Dessa forma, dentro das suas possibilidades, a empresa foi se modernizando e se aprimorando para oferecer sempre mais qualidade, tanto para seus clientes quanto para seus colaboradores.

Uma prova desses investimentos foram as renovações da frota. Os primeiros ônibus adquiridos pela empresa chegaram às ruas em julho de 1978. Foram cinco unidades com carroceria Caio. Daí em diante, novos veículos foram sendo adquiridos aos poucos.

Em 1988 a empresa deu um grande passou para tornar a manutenção dos seus veículos ainda mais eficiente. Foi instaurada a manutenção preventiva dos ônibus, garantindo que os veículos estivessem rodando em boas condições.

O gerente de manutenção, Sérgio Lardosa Cocchi, conta que essa preocupação em manter os ônibus sempre em boas condições já existia dentro da empresa, porém ainda não estava devidamente formatado. Quando ele ingressou na empresa, em 1988, ele conseguiu alinhar e formalizar a manutenção preventiva dos veículos. “Aqui não fazemos apenas manutenção corretiva, fazemos também a preventiva. Devido a nossa experiência a gente revisa os componentes de acordo com as quilometragens que nós já chegamos a conclusão que elas durem, com base no tipo de serviço que executamos, então a gente calcula esse período e faz uma média, aí fazemos uma revisão das peças e trocamos as que forem necessárias”.

Sérgio recorda que quando entrou na empresa as coisas eram bem diferentes. O espaço era menor, o galpão para a manutenção também era menor, a equipe de trabalho não era tão qualificada. Hoje em dia a empresa conta com uma equipe de profissionais mais bem preparada para realizar diariamente a manutenção preventiva dos seus veículos. Internamente, é feito um rígido controle das informações dos veículos para que seja possível acompanhar o estado de todos os ônibus.

Outro ponto importante a ser lembrado sobre a manutenção dos veículos da empresa é em relação ao descarte dos materiais. Desde o início a Transa sempre tentou minimizar os impactos ambientais de sua atuação, mas a partir de 2002 houve um engajamento maior nessa questão.

Sérgio explica que nada na manutenção é descartado incorretamente na natureza, tudo é coletado por empresas credenciadas e legalizadas para descartar ou reciclar esses materiais. Ele cita alguns exemplos de materiais que são coletados para o descarte correto. “A lama que é gerada da lavagem da parte inferior dos ônibus é retirada por uma firma, nós também pagamos para outras empresas fazerem a coleta do óleo usado e de outros materiais. Nada é jogado fora, tudo é encaminhado para empresas credenciadas legalizadas para fazer o descarte ou reciclagem”.

A aquisição de novos veículos eletrônicos também contribuiu para que a empresa reduzisse o impacto ambiental.  No ano 2000 foram comprados os primeiros veículos eletrônicos, que proporcionaram mais conforto e mais eficiência energética.  De lá pra cá vieram novos veículos com soluções cada vez mais modernas contra a poluição e que também permitissem maior acessibilidade e conforto, tanto para os passageiros quanto para os colaboradores.

Os esforços na manutenção e na compra de ônibus mais eficientes quanto ao consumo de combustível fizeram com que a empresa conquistasse o “Selo Verde”, certificação que atesta que os carros emitem poluição dentro dos padrões considerados aceitáveis.

Por outros caminhos: A história da Transa Transportadora

No ano de 1988 a Transa Transporte deu um novo passo e começou a fazer transporte de mercadorias, surgindo aí a Transa Transportadora.  Neste início das atividades, a nova empresa operava apenas com um caminhão usado, transportando cimento entre o Rio e Belo Horizonte.  Com a crescente demanda dos serviços, novos veículos foram sendo adquiridos, chegando ao número de 20 carretas dez anos após o seu lançamento.

No entanto, em 1996 houve uma queda na procura pelo serviço de transporte de cargas por conta das transformações que o Brasil passava na época, a empresa acabou fechando as portas em 1998. Todas as 20 carretas foram vendias.

Outro fator que influenciou no fechamento da transportadora foi o fato de que manter a frota de 34 ônibus e as carretas no espaço da garagem estava sendo bem complicado, sem falar que para o setor da manutenção era bem trabalhoso cuidar de tantos veículos num curto espaço de tempo.

“Ficava muito difícil você ter a transportadora aqui. Se você for imaginar esse espaço aqui com 20 carretas era muito sacrificante porque elas trabalhavam de segunda a sexta e na sexta elas ficavam encostadas na garagem, então a manutenção tinha que fazer os reparos de 20 carretas aqui dentro porque domingo e segunda-feira saíam todos para viajar. Quando chegou em 20 estava ficando muito difícil e então decidimos em janeiro de 1998 acabar com a empresa”, explica Carlos Fonseca.

Investimento em estrutura

Apesar da queda na demanda pelos serviços de transporte de cargas desde 1996, a empresa vivia um bom momento e então foi decidido que era hora de fazer maiores investimentos em sua estrutura, era necessário ter um novo prédio administrativo para acomodar melhor os colaboradores e agilizar os processos internos. Pensando nisso, foi contratado o arquiteto José Ricardo Abreu, que projetava garagens de empresas de ônibus para desenhar o novo prédio.

Em apenas seis meses foi concluída a construção do prédio administrativo. A nova estrutura era mais moderna e adequada para os trabalhos internos, oferecendo mais conforto para todos os colaboradores.

Com o novo prédio, o antigo prédio administrativo passou por uma reforma, ganhando um segundo andar e passou a contar com refeitório, sala de jogos, sala de leitura e um auditório para treinamentos e apresentações especiais. Os novos espaços para os colaboradores foram inaugurados no segundo semestre de 2000.

Outro importante investimento realizado no período foi a construção de um espaço próprio para abastecimento com lavador automático dos veículos, o que possibilitou um ganho de tempo maior para a realização dessas tarefas.

Hoje, a estrutura que empresa entrega aos seus colaboradores é mais completa e organizada para que todos possam desenvolver suas funções com mais qualidade, agilidade e segurança.

Em nossa próxima parada, no capítulo 6, da nossa web-série você vai conhecer um pouco mais sobre os investimentos em tecnologia que a Transa Transporte fez nos últimos anos para melhorar os seus serviços e dar mais comodidade aos seus clientes. Contamos com sua companhia!

1 responder

Trackbacks & Pingbacks

  1. […]  próximo capítulo desta web-série veremos como a empresa evolui na manutenção, as melhorias internas que ela […]

Deixe uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.